segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Águia ou Galinha?



Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo em sua casa". Conseguiu pegar um filhote de águia.
Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para as galinhas.
Embora a águia fosse o rei/ rainha de todos os pássaros.
Depois de 5 anos, este homem recebeu a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Este pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
- De fato, disse o camponês. É uma águia. Mas eu a criei com galinha. Ela não é mais uma águia.
Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão. -
Não - retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração há fará um dia às alturas.
- Não, não - insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
- Já que de fato você é uma águia, já que você pertence aos céu e não a terra, então abra suas asas e voe!
- A águia posou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
- O camponês comentou:
- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha !
- Não - tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia.
Vamos experimentar novamente amanhã.
- No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa.
- Sussurrou-lhe: Águia, já que você é uma águia, abra as suas asas e voe !
- Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à sua carga:
- Eu lhe havia dito, ela virou galinha !
- Não, respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia. possuirá sempre um coração de águia.
Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram à águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não a terra, abra as suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-se firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.
Neste momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento.

Autor: Desconhecido


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